Osteoartrose

A osteoartrose é uma doença crônico degenerativa que leva a alterações nas articulações, sendo a enfermidade musculoesquelética mais dominante no mundo e de grande incidência na população idosa.

Considera-se osteoartrose quando o osso subcondral está exposto, pelo menos em um ponto, nas duas superfícies de contato, podendo-se afirmar que a partir deste ponto ocorrerá de forma progressiva uma evolução para o agravamento da lesão. Entre as articulações acometidas destacam-se as articulações do quadril e do joelho por causarem maior incapacidade e serem as responsáveis por sustentar o peso do corpo. É considerada uma doença multifatorial, que resulta em incapacidade funcional.

 

Fatores que contribuem para o aparecimento da osteoartrite: a idade avançada, mudanças metabólicas e hormonais, fatores genéticos, alterações da biomecânica corporal, inflamações articulares, sobrepeso, mau alinhamento articular, lesões ou cirurgias prévias, cargas mecânicas repetitivas, excessivas e anormais.

A degeneração articular causada pela doença leva a fraqueza muscular, alterando a biomecânica da articulação e dos músculos. É também um dos fatores de risco para o desenvolvimento e progressão do processo degenerativo.

Manifestações da doença: dor, instabilidade articular, fraqueza muscular, edema, rigidez matinal, crepitação articular, atrofia muscular, rigidez, diminuição da amplitude de movimento articular, alterações de propriocepção, de equilíbrio e do controle postural.  O principal sintoma é a dor, intensificando-se ao movimento e no fim do dia. Os grupos musculares que atuam na estabilidade articular, como o quadríceps, sofrem perda de força, causando progressiva perda de função.

Alguns desses sintomas levam à redução das habilidades funcionais, fazendo da osteoartrite uma doença incapacitante, principalmente nas atividades de vida diária que exijam o uso de uma maior amplitude de movimento dos membros inferiores como abaixar, subir escadas, ajoelhar, sentar, levantar e caminhar, o que pode ocasionar o aumento da vulnerabilidade a quedas. Sintomas como dor, atrofia e fraqueza do músculo quadríceps levam a diminuição da força e consequente impacto funcional, causando prejuízos na autonomia e na qualidade de vida desses indivíduos.

Tratamento

Tratamento com recursos não farmacológicos conservadores:

  • Fisioterapia juntamente com os cuidados médicos apropriados pode evitar que o impacto da osteoartrite leve a danos maiores e limitação funcional sempre objetivando aliviar a dor, prevenir a atrofia, a perda de força muscular e a redução da amplitude de movimento.
  • Massoterapia, a acupuntura, a hidroterapia, dietas e uso de suportes e palmilhas são outros exemplos de terapias alternativas não medicamentosas que vem sendo adotadas no tratamento.

Além dos benefícios terapêuticos, esse tipo de intervenção é recomendada devido à facilidade de aplicação, poucas contraindicações e custos relativamente baixos.

A realização de atividade física, regular e moderada, conciliada ao estilo de vida dos pacientes tem sido uma estratégia de tratamento conservador e proteção articular na osteoartrose de joelho.

Os exercícios e a atividade física estão associados à promoção e a recuperação da saúde, portando é importante que se faça orientações para a prática dessas atividades com objetivo de assegurar aos indivíduos a realização de um programa apropriado de exercícios terapêuticos e preventivos, exercícios realizados em casa necessitam de pouco recurso financeiro e proporcionam maior flexibilidade durante a sessão, sendo importante uma correta orientação para não gerar riscos ao paciente.

O envolvimento contínuo do paciente com o tratamento proposto, depende de sua percepção sobre a eficácia do mesmo e a suas condições de trazer pra sua rotina essas intervenções e também do acompanhamento de fisioterapeutas. São necessários programas que incentivem indivíduos com osteoartrose para iniciar e manter a realização dos exercícios, sendo que seus benefícios são observados enquanto há a prática dos mesmos e a curto período após interrupção das atividades. Para manter as melhorias do tratamento é essencial sua continuidade.

 

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