Manguito rotador

 

Manguito rotador 1 Manguito rotador 2

É o grupo de músculos (subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor) que cobre a cabeça do úmero e tem grande importância na estabilização, na força e na mobilidade do ombro. Pode sofrer lesões em grandes traumas, contudo o mais frequente é a lesão crônica , em graus variáveis, desde um pequeno edema até a ruptura total de um ou vários músculos do manguito.

Existe uma relação entre a síndrome do impacto e a degeneração do manguito. O impacto ocorre entre o manguito (geralmente e supra-espinhoso) e a porção antero-inferior do acrômio, o ligamento córaco-acromial e a articulação acromioclavicular.

A síndrome do impacto e a consequente lesão do manguito rotador ocorrem em fases:
– Primeira fase: Edema e hemorragia, o mais comum em jovens, podendo ocorrer em qualquer idade, ocorre dor no ombro e na face lateral do braço relacionada a movimentos repetidos de elevação, podendo ocorrer limitação de mobilidade e crepitação.

– Segunda fase: Fibrose e tendinite que são semelhantes. Fase reversível. Com a progressão da lesão pode ocorrer à ruptura do tendão, normalmente em pacientes acima de 45 anos e com longo período de sintomas prévios. A da dor é frequentemente e noturna.

– Terceira fase: Ruptura do tendão. Ocorrem em graus variáveis de perda de força e da elevação, abdução e rotações, dependendo do local e tamanho da ruptura.

Tendinite
Tendinite
Ruptura
Ruptura

Lesão do Manguito rotador

O manguito rotador é um grupo de músculos formado pelos músculos supraespinhoso, infraespinhoso, redondo menor e subescapular. Esses músculos cobrem a parte anterior, a superior e a posterior da cabeça do osso do braço (Úmero).  A função deles é fazer a rotação do braço e manter o osso do braço bem conectado à escápula.  A lesão é uma distensão ou ruptura dos tendões desses músculos, podendo algumas vezes ocorrer por algum trauma, também está relacionada à degeneração ligada à idade ou a falta de irrigação sanguínea nesses músculos. O relato dos sintomas mais comum entre os pacientes é a dor no ombro por alguns meses, com início posterior a um movimento ou trauma específico, essa dor no ombro irradia muitas vezes para o braço, ocorrem muitas queixas de fraqueza no braço e perda de movimento do ombro (movimentos do braço sobre a cabeça).

Algumas situações que podem ocasionar lesão: elevar um objeto pesado; uso excessivamente o ombro em exercícios que exijam movimentos repetidos do braço por sobre a cabeça; trabalhos manuais (pintar, podar árvores, etc…).

Diagnóstico

A anamnese, detalhamento dos sintomas, exame físico no ombro do paciente à procura de dor e rigidez enquanto o paciente movimenta o braço em todas as direções. Ele questionará as características da dor. Normalmente pede-se exames para saber se houve fratura do osso, principalmente se houve episódio de queda.

Dependendo dos resultados do exame clínico o médico pode pedir:

  • Uma artografia, que é um raio-x tirado após um contraste ser injetado na articulação do ombro, que realça as estruturas moles.
  • Ressonância Nuclear Magnética (RNM), que cria imagens do ombro e das estruturas ao redor.
  • Artroscopia, um procedimento cirúrgico, pelo qual um pequeno instrumento é inserido dentro da articulação do ombro para que o médico possa visualizar claramente o manguito rotador.

Tratamento

Nas fases iniciais o tratamento clínico é analgésicos e anti-inflamatórios, Fisioterapia, reforço muscular, infiltração, evitar movimentos e atividades que provoquem dor. Não havendo eficácia no tratamento clínico pode-se iniciar tratamento cirúrgico baseado na patologia (proeminência acromial, alterações acromioclaviculares, ruptura tendinosa ou combinação de várias).

Possibilidades cirúrgicas

Acromioplastia, retirada de osteófitos acromioclaviculares, sutura do manguito, desbridamento da lesão e bursectomia.

Recuperação e retorno as atividades no esporte

A recuperação total depende da gravidade da lesão e do tipo de tratamento. O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.

Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.

O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando:

  • O ombro lesionado tiver total capacidade de movimento, sem dor.
  • O ombro lesionado tiver recuperado força normal, comparado ao ombro não lesionado.

Em esportes de arremesso, é preciso reconstruir gradualmente a tolerância ao arremesso. Isso significa que no início os lançamentos devem ser gentis e evoluir para arremessos mais fortes e potentes. Em esportes de contato, o ombro não poderá estar sensível ao toque e o contato deverá progredir de mínimo a contato mais severo.

A melhor maneira de prevenir uma nova lesão é manter os músculos e tendões bem fortalecidos e alongados.

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